Como uma bola de neve, a crise financeira que acometeu a economia global nos últimos meses atingiu também as empresas brasileiras. De diferentes maneiras, elas sentiram os efeitos do caos financeiro que teve início nos Estados Unidos e rapidamente se estendeu pelos cinco continentes.
Dos setores que mais sofreram as consequências da crise, está o automotivo, já que as montadoras norte-americanas perderam muito com a falta de crédito para o consumo.
Aqui no Brasil a situação não é tão diferente. A produção nas montadoras, cujas matrizes sofrem os efeitos da crise, caminha a passos lentos, interferindo de forma direta nas atividades de fornecedores. Férias coletivas e demissões foram as medidas encontradas por muitas empresas para aliviar os sintomas.
No entanto, medidas como a redução de IPI na venda de veículos aqui no Brasil e o anúncio de um pacote de ajuda às montadoras nos Estados Unidos apontam para uma mudança de cenário nos próximos meses.
O que se espera é que, com essas medidas, as empresas sejam capazes de manter suas atividades e buscar alternativas para reconquistar a confiança do consumidor.
Alguns já colhem o saldo dessas medidas, como mostramos na matéria de capa dessa edição da Mercado Automotivo. Mas, por enquanto, o que mais se vê é um forte clima de euforia e expectativa. À espera dos ventos que sopram do centro econômico-financeiro mundial, empresários apostam em um cenário mais positivo para os próximos meses e em uma retomada dos negócios. |