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Divulgação |
Com um investimento de mais de 20 milhões de euros, a Volvo Car desenvolveu um túnel de vento – o C30 DRIVe – que simula o fluxo de ar ao redor e no interior do carro, juntamente com a rotação das rodas, em uma superfície plana, o que garante uma diminuição aproximada de 3% na emissão de CO2 por quilômetro percorrido. Quanto ao combustível, a redução gira em torno de 0,1 litro a cada 100 quilômetros rodados. Em situações reais de condução, porém, nas quais a velocidade e a resistência do ar são geralmente maiores, a economia de combustível pode ser até três vezes maior, atingindo cerca de 0,3 litro em 100 quilômetros. Isso significa que um motorista que percorre 15 mil quilômetros por ano terá uma economia final de 45 litros de combustível, volume que equivale a quase um tanque cheio do C30. O benefício também contribui diretamente com a preservação do meio ambiente.
Inovação
Construído em 1986, o primeiro túnel de vento da Volvo representou uma inovação pioneira da marca na época. Hoje, mais de 20 anos depois e totalmente reformado, o equipamento está novamente se tornando uma referência para a indústria automotiva na busca da precisão em aerodinâmica. Uma vez que a parte inferior e as rodas respondem por mais de 50% do total de resistência de ar do carro, um túnel de vento tradicional, no qual o veículo permanece parado diante de um fluxo de ar, pode proporcionar uma leitura incompleta das propriedades gerais de aerodinâmica do carro.
Benefícios
As principais mudanças do novo túnel de vento da Volvo em relação ao aparelho anterior podem ser resumidas em três aspectos:
• Quatro cintas de aço plano que fazem todas as rodas girar.
• Um cinto central de aço plano, com 5,3 metros de comprimento e 1 metro de largura, que simula a pista em movimento.
• Um ventilador de 8,15 metros, com nove lâminas de fibra de carbono, que proporciona vento com velocidade de até 250 km/h.
O carro é conectado a uma balança de alta sensibilidade por meio de quatro pequenos suportes. Eles seguram o carro na posição enquanto o peso do carro é transferido dos pneus à balança através dos cintos de aço.
Na Prática
Em uma velocidade média de apenas 33 km/h, a resistência do ar é responsável por cerca de 25% do total de combustível consumido. A 90 km/h, isso sobe para mais de 50%. Esses exemplos indicam como a eficiência em aerodinâmica é importante para o consumo de combustível e para a preservação ambiental.
Para os novos modelos DRIVe, com emissões de CO2 de 115 g/km (C30) e 118 g/km (S40 e V50), os testes no túnel de vento resultaram em pequenas, porém efetivas, mudanças nos spoilers frontais, nas guias de ar do assoalho, no teto e na tampa traseira, que variam de acordo com cada modelo. No Volvo C30 DRIVe, por exemplo, ajustes coordenados no spoiler do teto, nos amortecedores traseiros e na parte inferior do carro possibilitaram a redução de resistência de ar em mais de 10% na comparação com o C30 1.6 D. |