Edição 169 - Marketing
 
GM completa 100 anos enquanto trabalha por dias melhores
Companhia transmitiu ao vivo para todo o mundo a celebração na qual reuniu
executivos de diversos países e apresentou o Volt
 
Texto: Cléa Martins

 

 
  Funcionários da GM no Brasil comemoram o centenário da empresa
   
 
  Apresentação do Volt foi feita durante transmissão comemorativa
da companhia

A GM comemorou, em 16 de setembro de 2008, 100 anos de existência, com inúmeros marcos. Hoje está presente em 35 países, detém 13 marcas e emprega 266 mil funcionários em todo o mundo. Mas nem tudo é motivo de alegria na empresa que, desde\ 2005, amarga perda acumulada de US$ 70 bilhões. Sem contar que no primeiro semestre deste ano perdeu a posição no ranking de marca de automóvel mais vendida para a Toyota. Segundo o New York Times e o Estado de S. Paulo, só no último trimestre a companhia registrou prejuízo global de US$ 15,5 bilhões, o que significa que, a cada minuto desse período, ela perdeu sete modelos do veículo Celta. Agora, executivos da empresa correm contra o tempo para não decretar falência, mas mesmo que isso não aconteça, dizem analistas, a GM dificilmente será a mesma do passado.

Aposta no futuro
Mesmo diante de um quadro tão assustador, os executivos da empresa estão esperançosos quanto ao futuro da companhia. O lançamento do Volt, que deve chegar ao mercado em 2010, é uma das bóias do transatlântico GM. O veículo elétrico foi apresentado durante a celebração do centenário da companhia.
O automóvel faz até 64 km sem usar uma gota de gasolina – e sem a emissão de gases –, com uma capacidade de autonomia de centenas de quilômetros a mais que os carros comuns.
“Revelar a versão de produção do Chevy Volt é uma ótima maneira de abrir nosso novo segundo século”, afirmou Rick Wagoner, presidente e CEO da GM. “O Volt representa o forte comprometimento da GM com o futuro. É justamente o tipo de inovação tecnológica que nosso setor necessita para responder aos desafios ambientais e de energia de hoje e de amanhã.” O Volt utiliza a eletricidade para mover as rodas em todos os tempos e velocidades. Para viagens de até 64 km, o Volt é movido apenas pela eletricidade armazenada na bateria de lítio-íon de 16 kWh. Quando a energia da bateria se esgota, um gerador de motor movido a gasolina/E85 fornece eletricidade continuamente para alimentar a unidade de tração elétrica do Volt enquanto, simultaneamente, prolonga a carga da bateria.
O carregamento pode ser feito em uma tomada doméstica de 120 V ou 240 V. O preço do veículo ainda não foi anunciado.

Próximos anos
Durante a transmissão festiva, Frederick Henderson, presidente mundial e Chief Operating Officer – COO – da General Motors Corporation, enfatizou o sucesso e crescimento da empresa em mercados emergentes, como Rússia, China, Índia e Brasil.
Aliás, a filial brasileira serve de exemplo para a corporação. Ela que vinha amargando prejuízos durante oito anos seguidos até 2006, saiu do vermelho.
No último trimestre, a América do Sul, liderada pelo mercado brasileiro, foi a que apresentou o maior lucro da companhia, US$ 445 milhões. “A história da GM no Brasil está marcada por muito trabalho, dedicação, responsabilidade social e produtos que despertaram ao longo dos anos a paixão do consumidor”, destacou José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da GM do Brasil, presente ao broadcast, juntamente com os demais diretores da empresa no País. “Essa celebração é conseqüência de um trabalho bem planejado, que compreende oferecer produtos com tecnologia, qualidade, desempenho e segurança para nossos consumidores. Iniciamos agora uma nova fase, a de projetar o futuro e os próximos cem anos da corporação. O projeto GM Next nasce com o objetivo de investirmos no lançamento de produtos, com design e tecnologia de ponta, bem como continuar aprimorando todas as nossas atividades. Estamos muito felizes de poder participar de mais este marco na história da companhia”, afirmou Jaime Ardila, presidente da GM do Brasil e Mercosul.

Trajetória
A história de sucesso da General Motors começou com um empreendimento tímido, que nasceu em Detroit, Estados Unidos, pelas mãos de Willian Durant. Com um posicionamento visionário, a empresa logo percebeu que o mundo econômico poderia ser muito maior que o eixo onde atuava. Em 26 de janeiro de 1925, a General Motors chega ao Brasil, no bairro do Ipiranga, em São Paulo, onde ocupava galpões alugados.
Depois de tantas associações, fusões e incorporações, não havia muito como fugir de seu destino de ser a maior corporação automotiva do mundo. Hoje, registra vendas globais acima de nove milhões de veículos, divididos por suas 13 marcas. Há oito décadas detém a liderança mundial do setor automotivo. O maior mercado da General Motors Corporation são os Estados Unidos, seguido de China, Brasil, Canadá, Alemanha e Reino Unido. Na Europa, a corporação possui dez fábricas produtivas, que atuam em sete países. Essas unidades abastecem 30 mercados. No ano passado, apenas no continente europeu, o grupo comercializou 2,2 milhões de veículos, alcançando 9,5% de participação.
A General Motors do Brasil é a maior subsidiária da corporação na América do Sul e a segunda maior operação fora dos Estados Unidos. A GMB vive um momento de pleno crescimento no mercado interno, com o anúncio de mais dois centros comerciais, em Joinville, SC, e Porto de Suape, PE, além das exportações, que se mantém a um ritmo anual de faturamento em torno de US$ 1,6 bilhão.

 
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