Edição 164 - Entrevista
 
Qualidade na Reposição
Luiz Fernando Ferreira da Silva
 
Texto: Christiane Benassi

O diretor de Vendas e Marketing da Gates do Brasil, Luiz Fernando Teixeira da Silva, fala à Revista Mercado Automotivo sobre as ações da empresa no mercado de reposição brasileiro. O executivo ainda aproveita para ressaltar os diferenciais dos produtos da marca distribuídos para o aftermarket, que são os mesmos fornecidos para as montadoras de veículos.


 
  Luiz Fernando Teixeira da Silva

Mercado Automotivo – Qual o tamanho da Gates no Brasil ?

Luiz Fernando Ferreira da Silva – A Gates no Brasil é uma empresa de mais de US$ 100 milhões e é parte do Grupo Tomkins, que faturou em 2007 mais de US$ 4 bilhões.

Mercado Automotivo – Quais são os diferenciais da unidade brasileira?

Silva – Com relação às demais unidades no mundo, não há grandes diferenciais. As unidades da Gates em todos os países seguem um mesmo padrão de produção, sistema de gestão de produção, layout e qualidade. Desta forma, quando alguém visita alguma fábrica Gates na Europa ou nos Estados Unidos não percebe grandes diferenças.

Mercado Automotivo – Como é a atuação da Gates no mercado de reposição brasileiro? Quais são os principais produtos comercializados?

Silva – A atuação da Gates no mercado brasileiro ocorre através da rede de distribuidores. Atualmente temos 20 distribuidores que representam 80% de nossas vendas. As linhas de produtos comercializadas são correias, tensionadores e mangueiras automotivas. Respeitamos a individualidade de cada cliente e adequamos nossa estratégia de produto às necessidades dos distribuidores e não o inverso. É claro que sempre que for possível, venderemos o pacote completo de correias, tensionadores e mangueiras.

Mercado Automotivo – Qual a participação da Gates nesse mercado?

Silva – Este é um tema interessante e polêmico, já que a conta não “fecha”, pois o concorrente de correias “A” afirma ter 38% de participação, o “B”, 27%, o “C”, mais de 20%, somando 85%. O que sobra de participação para a Gates é muito pouco e segundo nossas avaliações não é a realidade. Acho que este é um problema crônico do nosso setor e se queremos que o mercado de reposição seja visto com maior respeito e profissionalismo, a mudança deve partir de nós mesmos. Por esta razão, não quero passar a nossa participação, evitando confundir ainda mais a cabeça do leitor.

Mercado Automotivo – Como a Gates se relaciona e se comunica com os outros elos da cadeia de distribuição de autopeças?

Silva – As principais formas de comunicação ocorrem através dos veículos de mídia impressa. Um bom exemplo disto é a própria Revista Mercado Automotivo. Recentemente implantamos o Clipping, que é enviado por e-mail aos demais integrantes da cadeia de distribuição. Sinto falta de um veículo mais direcionado ao consumidor final. Temos também reuniões com os principais integrantes de cada segmento do mercado de reposição.

Mercado Automotivo – Em relação aos produtos que estão disponíveis no mercado, quais as vantagens dos produtos com a marca Gates?

Silva – Uma grande vantagem é que a Gates é a principal fornecedora destes produtos para as montadoras no Brasil e no mundo, o que propicia uma cobertura da linha sempre superior a 95% da frota circulante. Recentemente incluímos nas embalagens de correias sincronizadoras o diagrama de montagem do sistema, além do novo procedimento de garantia implantado a partir de janeiro deste ano, agilizando o processo de análise.

Mercado Automotivo – Além dos produtos de qualidade, quais são os outros benefícios oferecidos pela Gates para os profissionais que atuam no aftermarket?

Silva – Realizamos uma grande quantidade de ações de capacitação técnica no ano passado. Treinamos mais de 6.000 pessoas e também utilizamos algumas ferramentas de mídia eletrônica com treinamentos sobre temas relacionados aos nossos produtos.

Mercado Automotivo – Quais são as ações e estratégias da Gates para atingir o consumidor final?

Silva – Com muita sinceridade, ainda não temos uma estratégia defi nida. Entendo que será muito difícil promover esta aproximação com o consumidor fi nal sem a cooperação de outros participantes do segmento.

Mercado Automotivo – Na sua opinião, quais são os principais desafios enfrentados pelas empresas e executivos que atuam no setor automotivo? Como você os tem enfrentado?

Silva – Conhecer as reais necessidades de nossos clientes. Por clientes deve-se entender todos os integrantes da cadeia, desde o distribuidor até o consumidor final. A Gates tem enfrentado este desafio se aproximando destes integrantes através de reuniões periódicas e participando também das feiras regionais do setor, mas ainda falta muito para chegarmos próximo ao que entendemos como mínimo necessário.

Mercado Automotivo – O que o mercado pode esperar da Gates nesse segundo semestre?

Silva – Nosso principal foco para o 2º semestre está no lançamento dos kits de correias e tensionadores. Esta é uma vantagem exclusiva da Gates. Somos o único fabricante no Brasil a produzir as duas linhas de produtos, além de liderarmos nas montadoras em correias e tensionadores.

 
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