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Juscelino Kubitschek na inauguração da fábrica Anchieta da Volkswagen, em São Bernardo |
Em 2008, a Volkswagen Brasil completa 55 anos. A primeira fábrica fora da Alemanha é hoje a maior montadora no mercado nacional, acumulando recordes como o de mais de 17 milhões de veículos montados (entre carros de passeio, comerciais leves, caminhões e ônibus). No mercado interno, vendeu quase 15 milhões de veículos e exportou 2,3 milhões de unidades para mais de 50 países em todo o mundo. Em 2008, apresentará uma nova família de automóveis brasileiros. Atualmente, sua linha de produtos é a maior do mercado, com 17 modelos nacionais e importados. Com mais de 21 mil empregados, é a única fabricante de veículos que possui cinco fábricas em todo o Brasil, sendo uma exclusiva para a produção de motores. Também está inserida em todos os segmentos do mercado, incluindo a operação de caminhões e ônibus. Segundo a publicação “Melhores e Maiores”, elaborada pela revista Exame, é a 5ª maior empresa do País e a 6ª que mais paga impostos. Caminho para o Sucesso Tudo começou em março de 1953, em um pequeno armazém alugado na Rua do Manifesto, no Ipiranga, tradicional bairro da capital paulista. Da Volkswagen do Brasil Ltda. saíram os primeiros Fuscas (na época ainda chamados de Volkswagen Sedan), montados com peças importadas da Alemanha e com uma força de trabalho formada por apenas 12 empregados. De 1953 a 1957, foram montados nesse galpão 2.820 veículos (2.268 Volkswagens Sedan 1.200 cc e 552 Kombis). Em junho de 1956, o governo brasileiro proporcionou condições favoráveis para a instalação da indústria automobilística no País, fixando as bases estruturais para o rápido desenvolvimento do setor. Imediatamente, a Volkswagen decidiu construir sua primeira fábrica em São Bernardo do Campo. No ano seguinte, em 2 de setembro, saía da linha de montagem o primeiro modelo da marca fabricado inteiramente em território nacional: a Kombi, com 50% de suas peças e componentes produzidos no País. O primeiro Fusca (Sedan) montado aqui foi lançado em 3 de janeiro de 1959. Nesse mesmo ano, foram vendidas 8.406 unidades do modelo que, rapidamente, se tornaria um estrondoso sucesso de mercado, em uma época dominada pelos automóveis importados de grande porte. Até 1986, o Brasil produziu 3,1 milhões de unidades do lendário Fusca. Em 18 de novembro de 1959, a Volkswagen inaugurou oficialmente a fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo, por onde circulou – a bordo de um Fusca conversível – o então presidente da República, Juscelino Kubitschek. Ele estava acompanhado pelo governador de São Paulo, Carvalho Pinto, e os presidentes da Volkswagen da Alemanha, Heinrich Nordhoff, e do Brasil, Friedrich Schultz-Wenk. A imagem dos quatro dentro do Fusca conversível (página seguinte) se tornou uma das fotos mais marcantes na história da montadora. A empresa logo iniciou um profundo trabalho de desenvolvimento de fornecedores no País e, no final de 1961, o índice de nacionalização – tanto do Fusca como da Kombi – já atingia 95%. Em 1962, a Volkswagen incrementou a produção local com o modelo Karmann-Ghia, um carro esportivo idêntico ao original alemão. Foi sucesso de vendas até 1975, quando saiu do mercado com a soma de 41.634 unidades vendidas. Em 1969, foi a vez da primeira station wagon da marca, a Variant, remodelada em 1977. Logo depois chegou o modelo TL, que ficou no mercado de 1970 a 1975. Em julho de 1970, após atingir os primeiros recordes de produção e vendas, a marca chegava ao primeiro milhão de veículos. Em março de 1972, o Fusca alcançava o número histórico de um milhão de unidades vendidas. Em 1973, foi lançada a Brasília, enorme sucesso pela praticidade e amplo espaço interno. O modelo vendeu um milhão de unidades até 1981, quando saiu de linha. O aprimoramento na produção de veículos adequados às condições geográficas e econômicas brasileiras, que atendessem às novas exigências e desejos do consumidor, levou a empresa a lançar o Passat em junho de 1974. Produzido até 1988, o carro de porte médio, com motor de quatro cilindros refrigerado a água e tração dianteira, era completamente diferente de tudo que existia até então. Os modelos da época se caracterizavam pelo motor e tração traseiros e refrigeração a ar. O carro foi sucesso absoluto no Brasil e no exterior – principalmente no Iraque, para onde foram exportadas 170 mil unidades. Em 1975, a montadora completava 3 milhões de carros produzidos no Brasil e colocava no mercado o SP-1, sucesso entre o público jovem devido ao design esportivo e arrojado. Para aliviar a produção da fábrica Anchieta, em 1976 a Volkswagen inaugurou a unidade de Taubaté, então responsável pelo fornecimento de peças estampadas, injetadas e de tapeçaria.
Na Rede
Pode-se dizer que o golpe de mestre da Volkwsagen Brasil foi o desenvolvimento do Gol. Criado, na década de 80, para substituir o “lendário” Fusca, o carro logo conquistou a preferência dos brasileiros. O modelo não só conseguiu como acabou superando o Fusca. Hoje em sua quarta geração, continua batendo todos os recordes da história automotiva nacional: é o carro mais vendido no País pelo 21º ano consecutivo e é o best-seller da marca, superando 5 milhões de unidades produzidas.
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