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Revista Mercado Automotivo | Edição 262

Edição 262: Junho DE 2017
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Por Carlos Júlio

Em se tratando de Brasil, segue a avalanche de denúncias contra políticos e empresas. E a primeira pergunta que se faz é: que lição podemos tirar deste escândalo sem limites?

Talvez a boa resposta tenha sido pronunciada pelo presidente norte-americano Abraham Lincoln: “Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo”.

Entretanto, se já não nos enganam, o que fazer? Arrisco uma ideia conservadora: apostar em quem faz a coisa certa.

Hoje, em razão da revolução tecnológica, a oferta informativa é muito maior e, com atenção e paciência, podemos levantar os antecedentes de políticos, de empresas e de profissionais.

Regra simples: votar somente em quem joga limpo, apoiar quem produz de forma sustentável e comprar de quem compete de modo honesto e transparente.

O mercado já nos oferece modelos em que a reputação se apresenta como o mais valioso ativo de empresas e profissionais. Vale refletir, por exemplo, sobre os serviços on-line de aluguel de acomodações particulares, aquele em que se destaca o Airbnb.

Quem prospera? Aqueles mais bem avaliados pelos usuários, ou seja, os que cobram um preço atraente, que oferecem habitações bem cuidadas e que são capazes de atender às demandas particulares dos usuários, com prontidão e simpatia.

No conceito, é o mesmo que ocorre com o Kickstarter, a conceituada plataforma de crowdfunding focada em criatividade.

Desde sua fundação, em 2009, já recebeu quase US$ 2 bilhões em investimentos destinados a cerca de 257 mil projetos.

O que conta nesse caso? Que as pessoas confiem nos empreendedores e reconheçam efetivo valor em suas iniciativas. E mais: que tenham certeza de que a central de captação está canalizando honestamente os recursos para os fins declarados.

Do mesmo modo, é a confiança que faz funcionar um sistema de compartilhamento de veículos como o Zipcar. Somente utiliza o serviço quem cumpre as regras e respeita os interesses dos outros associados.

Segundo a escritora Rachel Botsman, especialista em consumo colaborativo, a mais relevante inovação disruptiva não é a tecnologia, mas a construção de negócios sustentados por confiança e reputação.

“A reputação é a medida do quanto uma comunidade confia em você”, sustenta Rachel. “É uma moeda que se tornará mais poderosa que o nosso histórico de crédito bancário.”.

Se enfrentamos uma crise moral, acredite que ela também oferece oportunidades. Faça bem feito, entregue rápido, cobre o apropriado e nunca busque vantagens que afrontem a ética.

Gere confiança e construa a boa reputação. É assim que os bons competidores projetam-se à frente, erguem organizações sólidas e ampliam continuamente seu share de mercado.

Afinal, a teoria, na prática, funciona!

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