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Revista Mercado Automotivo | Edição 259

Edição 259: Março DE 2017
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Por redação

Milhões de brasileiros iniciam neste mês de março o saque de valores depositados em contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Mais dinheiro na mão dos brasileiros, mais dinheiro circulando no mercado e a esperança do governo de que a iniciativa traga bons frutos para um país que busca, aos poucos, deixar para trás uma das piores crises econômicas e políticas já enfrentadas em sua história. Os saques poderão ter início em 10 de março, quando mais de 4,8 milhões de brasileiros com contas inativas do FGTS e que se enquadram nas regras definidas pelo governo poderão ter acesso ao dinheiro.

Ainda assim, a Caixa Econômica Federal estima que mais de 30 milhões de trabalhadores terão direito a sacar valores das contas. O montante financeiro chega em um momento em que milhões de famílias brasileiras ainda buscam estruturar suas contas de início de ano, em um período tradicionalmente conturbado para muitos. Ainda assim, a esperança não só do governo, mas também do comércio de forma geral, é que ao menos parte desse dinheiro sacado seja direcionado a movimentar o mercado.

O primeiro lote de saques deverá compreender 16% do total de pessoas com direito a fazer a retirada. A Caixa estabeleceu um cronograma e aqueles que fazem aniversário nos meses de janeiro e fevereiro poderão efetuar o saque do dia 10 de março até 7 de abril (veja o restante do cronograma e o passo a passo para o saque ao longo da reportagem).

Estima-se que o saldo total das contas inativas seja de R$ 43,6 bilhões, mas o trabalhador deve ficar atento, pois não pode perder o prazo para sacar o valor das contas inativas. Caso contrário, só poderá fazê-lo quando se aposentar, comprar moradia própria ou se enquadrar em outras possibilidades previstas nas próprias regras do FGTS.

Logo que se anunciou a novidade, foi fácil verificar que os brasileiros literalmente correram para verificar se estavam enquadrados nos critérios estabelecidos, de modo a poder sacar alguma quantia em 2017. “O interesse é tão grande que, há 10 minutos abriu-se o site indicando as datas de saque, e já tem 430 mil acessos”, afirmou à época do lançamento o presidente Michel Temer (PMDB). “Se todos sacarem, serão mais de R$ 40 bilhões ingressando na economia”, completou o presidente.

De acordo com o ministro interino do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, a iniciativa deverá promover, de fato, uma injeção de R$ 30 bilhões a R$ 35 bilhões na economia brasileira. Mas, afinal, como funcionarão os saques? E de que forma os trabalhadores podem saber se têm ou não valores a sacar? Antes de mais nada, vale explicar para quem não sabe a origem do dinheiro que será sacado. Quando um trabalhador inicia um contrato de trabalho, uma nova conta do FGTS é aberta.

Quando o contrato se encerra, ou seja, quando o trabalhador se demite ou é demitido, a conta torna-se inativa. Se neste momento de final do contrato o saque dos recursos não é realizado, a conta inativa passa a render juros de 3% ao ano mais taxa referencial. Por meio desta iniciativa, o governo irá disponibilizar os valores das contas inativas encerradas até 31 de dezembro de 2015.

O primeiro passo, portanto, é descobrir se há ou não algum valor a receber diante das regras estabelecidas pelo governo. Para facilitar a tarefa, a Caixa criou uma página especial e um serviço telefônico para auxiliar os trabalhadores quanto às contas inativas. É necessário acessar o site www.caixa.gov.br/contasinativas ou ligar para 0800-726-2017. O trabalhador receberá um atendimento personalizado para descobrir o valor, a data e o local mais convenientes para os saques.

Depois disso, caso constate que tem valores a receber, o trabalhador deve atentar-se em relação ao período em que deve realizar o saque, sob o risco de perder o prazo estipulado. O calendário de saques foi organizado a partir das datas de nascimento dos beneficiários. Quem nasceu em março, abril e maio deve sacar o benefício de 10 de abril a 11 de maio. Trabalhadores nascidos nos meses de junho, julho e agosto vão sacar de 12 de maio a 15 de junho. Nascidos em setembro, outubro e novembro vão receber os valores de 16 de junho a 13 de julho. Já os trabalhadores nascidos em dezembro poderão fazer o saque de 14 a 31 de julho. Haverá ainda uma segunda chance para aqueles que perderem sua data inicial: até o dia 31 de julho de 2017 será possível realizar o saque.

O próximo passo é escolher como receber o valor e para isso a Caixa forneceu quatro opções. A primeira está relacionada àqueles que têm conta-corrente na Caixa: estes poderão pedir o recebimento do crédito em conta pela internet e não há restrições de valores.

Também é possível sacar em caixas eletrônicos desde que o valor não ultrapasse R$ 3 mil. Para valores até R$ 1,5 mil, é possível sacar o benefício apenas com a senha do Cartão do Cidadão.

Para créditos até R$ 3 mil, o saque no caixa eletrônico deve ser feito com o Cartão do Cidadão e a respectiva senha. A retirada do FGTS inativo também pode ser feita em agências lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, com a apresentação do Cartão do Cidadão, a senha e um documento de identificação. O valor máximo de saque está limitado em R$ 3 mil.

Por fim, é facultado ao trabalhador retirar o dinheiro diretamente nas agências bancárias. Para isso, serão necessários o número de inscrição do PIS e o documento de identificação do trabalhador. É recomendado levar também o comprovante da extinção do vínculo (carteira de trabalho ou termo de rescisão do contrato de trabalho).

A Agência Brasil de Comunicação ainda indica, em material especialmente publicado sobre o assunto, que o Cartão do Cidadão pode ser solicitado em qualquer agência da Caixa. Para cadastrar ou recadastrar a senha, o trabalhador pode se dirigir a uma agência da Caixa e também há a opção de fazer a Senha Cidadão em uma casa lotérica.

Para isso, o trabalhador deve iniciar atendimento no telefone 0800-726-0207. Seja como for a retirada, o que o governo e o comércio esperam é que os valores obtidos não sejam usados apenas para quitar dívidas, mas que sejam inseridos também no mercado de uma forma geral. A economia (e o país) agradecerá.

 

*Com informações da Agência Brasil de Comunicação

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