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Revista Mercado Automotivo | Edição 265

Edição 265: Setembro DE 2017
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Por Redação

Revista Mercado Automotivo – A ZF tem investido na condução automatizada. Por quê?

João Lopes - Na visão da ZF, o futuro da mobilidade é a condução autônoma com sistemas eletrificados, sem emissões e zero acidentes. O conceito “Ver, Pensar e Agir” da ZF vai totalmente de encontro à mobilidade do amanhã e está embasado nas tecnologias que permitem aos veículos de passeio, comerciais e fora de estrada ter competências para identificar as situações do entorno (ver), inteligência para buscar soluções (pensar) e capacidade para tomar ações de forma automatizada (agir). Tais capacidades são possíveis graças às tecnologias como câmeras, sensores, radares, atuadores, processadores e softwares de gestão que atuam de forma integrada e conectada. Para este desenvolvimento, a ZF investiu em aquisições e participações além de parcerias com diversas companhias do setor automotivo e tecnológico.

Em paralelo ao “Ver, Pensar e Agir”, a ZF adotou o “Vision Zero”, um programa que tem guiado a companhia em seus desenvolvimentos e que tem como objetivo zerar os acidentes de trânsito e emissões de poluentes incluindo, além da condução autônoma, sistemas e dispositivos de segurança ativa e passiva.

RMA – É possível já pensar em uma condução 100% autônoma de um veículo?
JL - Sim, já podemos pensar em um cenário como esse e a ZF está caminhando fortemente para se firmar como uma fornecedora de tecnologia que viabiliza a condução autônoma. Já fizemos veículos protótipos com testes bem-sucedidos em que veículos tanto de passeio como comerciais pesados de forma autônoma freiam e executam manobras evasivas para desviar de obstáculos e evitar acidentes.

Porém, a condução autônoma não será o primeiro passo a se viabilizar mas sim a assistência ao condutor. Recentemente mostramos tecnologias para automóveis que monitoram a atenção do motorista, evitam que ele entre na contramão em avenidas ou estradas, e que também assumem o comando do veículo para sair da estrada de forma autônoma e segura.

A condução totalmente autônoma não depende apenas do veículo, mas também da construção de infraestrutura de suporte e deverá vir numa segunda onda.

RMA – Que análise o senhor faz dos investimentos em tecnologias promovidos pelo setor automotivo brasileiro, de forma geral?

JL - Certamente as empresas têm dedicado mais esforços e atenção aos investimentos em tecnologias para o setor automotivo. É notória a evolução que tivemos nos últimos tempos. A ZF é, por excelência, uma empresa de tecnologia. Por isso, investimos todos os anos em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e soluções. A última cifra para investimento nesta área foi de 2 bilhões de euros em 2016.

Na América do Sul, o reflexo desses aportes veio por meio de lançamentos e anúncios de nacionalizações de produtos. No primeiro semestre de 2017, lançamos uma nova transmissão de seis marchas para comerciais leves, a 6S-480. Em 2016 tivemos o anúncio da nacionalização da transmissão 9AS Ecotronic, uma transmissão automatizada para veículos pesados de nove marchas, e da TraXon, transmissão automatizada de 12 ou 16 marchas, que deve chegar ao Brasil brevemente.

Existem produtos que não são fabricados na América do Sul, mas equipam veículos que, produzidos aqui ou importados, rodam nas estradas brasileiras. É o caso da mais famosa transmissão automática para veículos de passeio, a 8HP que equipa a picape VW Amarok e também uma série de veículos de marcas como BMW, Audi, Jaguar, Jeep, Land Rover, etc.
Na área de Aftermarket, o investimento foca no desenvolvimento de novos itens para atender a diversidade da frota circulante. Neste ano, como anunciamos na última Automec, apresentamos uma extensão da linha de embreagens novas e remanufaturadas para veículos comerciais pesados e para a linha asiática de veículos de passeio, novas linhas TRW de bombas de direção e sapatas de freio, um complemento de portfólio para mecanismos de direção e suspensão nas mais diversas aplicações, entre elas Palio, Gol, HB20, Honda Civic, Corolla, Hilux, S10 e Amarok. Na linha pesada de componentes de transmissões lançamos componentes para Iveco Daily 6S-480.

Por último, vale destacar os investimentos voltados para o Aftermarket. Para oferecermos o melhor atendimento ao cliente, inauguramos neste ano o nosso novo Centro de Distribuição, localizado em Itu, SP. Nele, concentramos todas as nossas operações administrativas e logísticas com mais de 16 mil posições de estoque. Ou seja, são 21 mil m² que abrigam itens das marcas ZF, SACHS, LEMFÖRDER e TRW para atender da melhor forma todos os parceiros de negócios.

RMA – Gostaria que falasse sobre o Openmatics. O que significa e como funciona?

JL - O Openmatics é uma tecnologia da ZF voltada para a gestão de frotas. Trata-se de uma plataforma de telemática aberta que permite monitoramento detalhado com rastreamento e informações sobre condução. Pode ser utilizado no gerenciamento de frotas de diferentes marcas e tipos de veículos, fornecendo informações em tempo real sobre velocidade, localização/rastreamento, além de diagnósticos como leitura do código de falhas à distância, topografia, mapas de calor, quais regiões existe maior consumo de combustível e até mesmo informações sobre acessórios, como acendimento de faróis, colocação de cinto de segurança ou acionamento do ar-condicionado ou do limpador de para-brisas, remotamente. Tudo de forma individual por veículo e, ao mesmo tempo, criando padrões da frota total para comparativos.

Além de coletar e analisar os dados, o Openmatics possui o Driver Feedback, que envia alertas visuais e sonoros em tempo real ao motorista sobre sua forma de condução como frenagens bruscas e acelerações desnecessárias. Dessa forma, ele pode ajustar o modo de condução para que obtenha maior eficiência durante o trajeto.

Por ser uma plataforma aberta, o frotista pode customizá-la conforme suas necessidades. Ou seja, existem mais de 40 aplicativos disponíveis para download com funcionalidades distintas e que colaboram para tornar o gerenciamento mais preciso e eficaz. Além disso, é possível que o usuário crie o seu próprio app, que fica sujeito à aprovação por parte dos técnicos da ZF e que pode ser disponibilizado aos demais usuários ou mantido restrito.Entre os benefícios pela sua utilização estão a economia de combustível, aumento de segurança do motorista e da carga, redução de custos de seguro e manutenção, redução de tempo de parada dos veículos em oficinas, entre outros. Por meio do deTAGtive, uma etiqueta eletrônica, é possível fazer inclusive o monitoramento da carga.

RMA – O investimento em tecnologias que complementam e atendem as novas demandas dos consumidores é uma estratégia da ZF para adaptar-se a essas mudanças?

JL - Certamente, temos que antecipar as mudanças de mercado e de comportamento dos consumidores. Buscamos estar vários passos à frente analisando as megatendências mundiais. A inovação faz parte do DNA da empresa. A ZF sempre busca ser uma fornecedora de sistemas e soluções tecnológicas para a mobilidade, incluindo produtos, serviços e softwares.
A empresa vem se transformando em uma referência no que diz respeito ao futuro da mobilidade, investindo fortemente em novas parcerias para criar funções avançadas. Nossos investimentos incluíram, por exemplo, assumir participação de 40% na Ibeo, desenvolvedora de tecnologia LIDAR. Anunciamos também a colaboração com a Nvidia para lançar no mercado o ProAI, a primeira unidade de controle eletrônico do mundo com inteligência artificial. Além disso, adquirimos uma cota de 45% na Astyx, fabricante de radares de ultrafrequência, e, mais recentemente, firmamos parceria com a Faurecia, especializada em interiores de veículos, para produzir o cockpit do futuro com ênfase na segurança, e com a Hella, para cooperação em tecnologia de sensor, especialmente para sistemas de câmera dianteira, imagem e sistemas de radar. As equipes de pré-engenharia da ZF estão projetando radares de alta resolução e buscando formas de combiná-los com a tecnologia de laser para obter uma representação tridimensional do entorno do veículo.

Esses investimentos mostram como a ZF tem trabalhado incansavelmente, buscando parcerias e desenvolvendo soluções e tecnologias para os veículos do futuro. 

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