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Revista Mercado Automotivo | Edição 262

Edição 262: Junho DE 2017
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Por Redação

Depois da recepção positiva em relação aos erros e dúvidas mais comuns da língua portuguesa, a revista Mercado Automotivo publica uma nova matéria sobre o tema. A diversidade de indagações que surgem no dia a dia das pessoas apenas comprova a complexidade do português, até mesmo para aqueles que garantem não ter problemas com o tema.

Para quem se pergunta como aumentar o vocabulário e eliminar gradativamente essas questões que aparecem no cotidiano, seja na fala, seja na escrita, não há muito segredo: ler e escrever mais e mais. Que o brasileiro lê pouco, não é nenhuma novidade. O problema é que muito desconhecem a força da leitura no sentido de ampliar o vocabulário e promover um aprendizado significativo de temas e expressões que podem não ser corriqueiros.

Somente com a leitura (e também com a escrita) é possível dirimir as dificuldades encontradas em momentos considerados simples, mas que podem trazer grande prejuízo se compreenderem algum erro crasso de português.

Confira a seguir e solucione suas dúvidas com a língua portuguesa:

1 – TINHA CHEGADO / TINHA CHEGO
O verbo “chegar” é classificado como abundante, ou seja, admite duas formas de particípio passado. Não está errado, portanto, afirmar que fulano “tinha chegado” e nem que “tinha chego”. Verbos como “aceitar” (aceitado e aceito) e “impresso” (imprimido e impresso) também aceitam as duas formas. No entanto, prefira a primeira opção (“tinha chegado”.), já que a segunda ainda não foi formalmente acolhida pela norma culta.

2 – “PAGOU AO VENDEDOR” X “PAGOU O VENDEDOR”
Nesse caso, o erro acaba sendo até mais comum na comunicação oral. A questão é que o verbo “pagar” pede dois complementos: um acompanhado de preposição (para a pessoa) e o outro sem preposição (para a coisa). Dessa forma, o correto é dizer que “fulano pagou (o produto) ao vendedor”.

3 – BASTANTE X BASTANTES
Apesar de soar estranho em determinadas frases, o correto é que o pronome “bastante” concorde com o substantivo a que se refere, pois é indefinido. Dessa forma, procure substituir por “muito/muitos” para garantir se o pronome deve ficar no plural ou singular.

4 – PLURAL DE HORA EXTRA
O correto é concordar “extra”, que é um adjetivo, com o substantivo a que se refere. Dessa forma, o funcionário precisou fazer muitas horas extras.

5 – 1,3 MILHÃO X 1,3 MILHÕES
Esta dúvida costuma ser frequente. Ocorre que a unidade “milhão”, assim como “bilhão, trilhão etc.”, só deve ser adaptada para o plural a partir do segundo “milhão” (ou “bilhão, trilhão”). Dessa forma, o correto é dizer que foram gastos 1,3 milhão na obra da Prefeitura, por exemplo.

6 – CURRICULUM X CURRÍCULO
Aqui não há dúvidas: ambas as formas podem ser utilizadas. Curriculum vitae corresponde a uma expressão de origem latina, mas a língua portuguesa já a incorporou transformando-a em currículo. Nenhuma delas, no entanto, está incorreta.

7 – ON-LINE OU ONLINE
Esta é simples, mas volta e meia gera confusão, pois cada um escreve de uma forma. O correto é on-line, com hífen, de acordo com o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa.

8 – CONJUGAÇÃO DE SUPOR
Os verbos que derivam de “pôr” devem ser conjugados como o verbo primitivo. Podemos citar como exemplos de verbos nesta situação: supor, transpor, expor. O correto, portanto, é dizer “se você supuser” e não “se você supor”.

9 – ASPIRAR X ASPIRAR A
Quem aspira, aspira a algo. Portanto, é preciso utilizar a preposição “a”. Quando o verbo aspirar, no entanto, é usado no sentido de sorver, de sugar, não é necessário usar preposição em sua regência.

10 – VEM X VEEM
Aqui, a dúvida está relacionada principalmente ao uso do acento. Vem, com apenas um “e”, corresponde ao verbo “vir” e tem acento na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo. Veem, com dois “e”, corresponde ao verbo “ver” e não recebe acento na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo, desde a entrada em vigor do Novo Acordo Ortográfico. Dessa forma, pense no seguinte exemplo: “Os diretores vêm à fábrica semanalmente e veem o trabalho dos funcionários”.

Fique atento nas próximas edições. A revista Mercado Automotivo seguirá trazendo oportunamente dicas e orientações de português para que você não faça feio com nosso idioma. Seja falando, seja escrevendo.

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