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Revista Mercado Automotivo | Edição 263

Edição 263: Julho DE 2017
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Por Redação

Com investimento em lançamentos e ampliação de linhas de produtos para garantir maior abrangência e atender a diversificada frota circulante, com foco em suspensão, direção, transmissão e freios nos segmentos leve, pesado e motocicleta e em ações voltadas ao atendimento do varejo e oficinas, a marca Nakata se destaca no mercado de reposição e atinge bons resultados, com expectativas positivas para 2017. O presidente e CEO da empresa, Jorge Schertel, fala sobre a estratégia da marca para chegar à posição de liderança no mercado de reposição.

Revista Mercado Automotivo – O senhor considera ser mais difícil atuar no mercado de reposição automotiva atualmente? Digo isso na comparação com o cenário que tínhamos entre os anos 1990 e 2000. Qual o peso da globalização das marcas nesse cenário?

Jorge Schertel - São momentos distintos e de muitas transformações, mas que apresentam graus de oportunidades grandes em ambas as épocas. O momento atual é ainda mais desafiador. Hoje, o mercado de reposição está cada vez mais complexo e competitivo. A Nakata adotou uma estratégia de atuação que vem dando certo. Atualmente, uma indústria competitiva é aquela que tem velocidade e tecnologia orientadas para o produto adequado, de qualidade e que faça parte de um portfólio amplo.

RMA – O mercado automotivo brasileiro tem recebido cada vez mais veículos, de diversas montadoras, em variadas versões. Para quem atua com reposição, quais são os desafios para acompanhar essa diversificação da demanda?

Jorge Schertel - Um dos maiores desafios enfrentados por nós, fabricantes, é aumentar a cobertura alinhada à velocidade do mercado. Contamos com um laboratório de engenharia com know-how em desenvolvimento de novos produtos e constante acompanhamento mercadológico para atender o mix demandado pelo mercado.

RMA – Em um mercado tão diversificado, gostaria que o senhor comentasse uma dúvida que atinge muitas empresas do setor: ampliar e diversificar cada vez mais o portfólio oferecido ou focar e especializar a atuação em apenas um segmento? Ou seja, uma empresa considerada “generalista” e uma outra considerada “especialista”.
Há uma “resposta” para esta questão ou depende de cada empresa?

Jorge Schertel - Essa decisão depende muito da estratégia de atuação de cada empresa. Nosso core business é a linha de produtos conhecida como undercar (suspensão, direção, freio e transmissão). Procuramos oferecer aquilo que está alinhado ao nosso know-how.
Entretanto, não podemos deixar de aproveitar novas oportunidades, como foi o caso do lançamento da linha de componentes para motocicleta, que está sendo um sucesso absoluto.

RMA – A Nakata se considera uma empresa 100% comprometida com o mercado de reposição e suas necessidades. Nas últimas duas décadas é possível dizer que as necessidades desse mercado sofreram mudanças significativas? Se sim, de que forma?

Jorge Schertel - Sim, em uma década, passamos de 40 modelos de veículos para 1.200 atualmente, contando somente versões de carros e comerciais leves, ou seja, a frota se tornou muito mais diversificada e complexa tecnologicamente.
Portanto, procuramos oferecer uma solução completa ao mercado, que inclui ampla cobertura de produtos, instalados da maneira correta, com logística e distribuição eficientes e suporte para treinamento e atendimento técnico.

RMA – Pelos últimos números divulgados e pela percepção geral da indústria, o senhor considera que o pior da crise brasileira já passou? Ou ainda é muito cedo para fazer tal prognóstico?

Jorge Schertel - Apesar das incertezas, o aftermarket tem ido bem, pois, de certa maneira, se comporta de forma anticíclica. Isso ocorre porque a frota em circulação é crescente e demanda manutenção. Pela sazonalidade histórica, prevemos um segundo semestre ainda melhor que o primeiro.

RMA – O Brasil tem vivido nestes últimos anos verdadeiras turbulências nos campos econômico e político. Como seguir o trabalho da companhia sem se deixar afetar consideravelmente por esses problemas de ordem nacional? Isso é possível?

Jorge Schertel - Somos uma empresa flexível e temos uma disciplina estratégica. Isso gera confiança na equipe interna, nos clientes, acionistas e usuários de nossos produtos. Mantemos o foco em realizar nossos objetivos e nos parâmetros de competitividade.

RMA – Faz parte da visão da Nakata ser reconhecida como uma das melhores empresas do aftermarket de autopeças. É claro que a empresa segue evoluindo, mas o senhor considera que a companhia já atingiu esse estágio?

Jorge Schertel - Pesquisas de mercado revelam que a marca Nakata está entre as líderes nos segmentos que atua. Recentemente, em pesquisa realizada pelo Ibope, a marca Nakata foi considerada uma das 3 marcas mais admiradas pelos mecânicos. Para nós, esse feedback dos reparadores muito nos orgulha e baliza nossa evolução.

RMA – Recentemente, a Nakata Automotiva alterou seu nome, deixando para trás o nome Affinia. Quais as dificuldades e os desafios para promover essa alteração sem grandes percalços com os consumidores e o mercado?
O senhor considera que esse movimento de transição de nomenclaturas já foi concluído?

Jorge Schertel - A transição já passou e não houve percalços porque o mercado logo percebeu que nada mudou e que mantivemos a mesma filosofia, os mesmos valores e a mesma forma transparente de fazer negócios. Ficou mais fácil ter no nome da empresa uma marca já reconhecida pelo mercado.
Continuamos com todas as práticas adotadas ao longo da trajetória de mais de 60 anos da marca Nakata.

RMA – Gostaria que falasse sobre o PAC Nakata (Programa Auto Centers Nakata). O que ele representa para a companhia, como funciona e qual sua estrutura? Além disso, quais são as vantagens que oferecem?

Jorge Schertel - O Programa Auto Centers Nakata ou, abreviando, o PAC Nakata, é uma evolução de todo o trabalho que desenvolvemos para o segmento de reparação, onde reunimos sob um guarda-chuva um pacote de serviços para melhor preparar e apoiar tanto os proprietários das empresas como os profissionais que atuam na reparação. O programa oferece material e treinamento técnico, catálogos e, o que é mais importante, a presença in loco de um profissional qualificado para desenvolver o negócio, que são as visitas de consultores técnicos e comerciais.

RMA – Qual sua opinião a respeito da formação do trabalhador brasileiro do setor de autopeças? Ele tem acompanhado essa evolução nos produtos e tecnologias ofertadas ou há uma defasagem?

Jorge Schertel - A formação e capacitação tornam-se cada vez mais essenciais em todos os elos da cadeia para manter o negócio. Para as oficinas, por exemplo, conhecimento em inovação e novas tecnologias é uma questão de sobrevivência. A Nakata tem investido muito na multiplicidade de canais e formatos para que os conteúdos estejam disponíveis para toda a cadeia de distribuição.

RMA – Por fim, a Nakata compartilha da opinião de alguns outros entes do mercado de reposição de que este é um momento-chave para o setor? Esta visão é baseada, principalmente, na análise de que o consumidor brasileiro está focando neste e nos próximos anos na manutenção de seu veículo ao invés de trocá-lo por um mais novo, como ocorreu recentemente.

Jorge Schertel - Sim, sem dúvida, é um bom momento.
Destaco alguns pontos: frota crescente, maior conscientização pela manutenção preventiva e também as facilidades advindas do comércio on-line e o surgimento do segmento “Do it yourself” pelo fácil acesso às informações digitais.

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