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Revista Mercado Automotivo | Edição 259

Edição 259: Março DE 2017
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Por redação

Chegou às livrarias brasileiras no mês de fevereiro uma obra curta, mas com potencial de influenciar muitas pessoas que se encontram confusas em relação ao rumo de suas próprias vidas. No livro Escolha sua vida (Editora Sextante, R$ 30, 144 páginas), a autora Paula Abreu utiliza sua trajetória para inspirar aqueles que buscam novos rumos, novas alternativas.

O resultado é um livro leve, cuja essência está no fato de que a autora não busca doutrinar os leitores. Também não apresenta suas experiências e opiniões como verdades absolutas e imutáveis.

Na verdade, um dos principais méritos de Abreu é justamente fugir do esquema clássico encontrado nos mais diversos livros de autoajuda lançados frequentemente no país. Logo no primeiro capítulo da obra, a autora alerta: o livro é perigoso! E é perigoso justamente porque lhe fará questionar aspectos de sua própria vida que, em meio ao dinamismo do cotidiano, podem ficar escondidos debaixo do tapete.

“Vou lhe contar como mudei a minha própria vida – como escapei do mundo corporativo, aposentei meu carro, me tornei mais saudável, criei mais tempo e felicidade para mim. Depois, quando você começar a dizer ‘Ah, mas você só conseguiu porque era x, y, z, ou tinha x, y, z, ou podia x, y, z, só que EU não sou x, y, z, não tenho x, y, z, ou não posso x, y, z, e nunca poderia fazer algo assim…’, vou apontar o dedo para o seu nariz e mostrar que você não é uma vítima do mundo, da sociedade, da família, do emprego chato.

E vou provar-lhe que você já tem todos os recursos de que precisa para dar o primeiro passo em direção à mudança”, escreve a autora.

A escritora é formada em Direito pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Posteriormente, cursou seu mestrado na Universidade Colúmbia, em Nova York (EUA). Durante 15 anos trabalhou em sua área de formação, passou por grandes empresas e trilhou um caminho muito parecido com aqueles que detêm o mesmo currículo que ela. Vivenciou por anos um ambiente estritamente corporativo. Aos 34 anos, Abreu tinha uma vida invejável, mas foi justamente nessa época que sua história começou a mudar. Recém-divorciada de um casamento de quase dez anos, em um processo de divórcio descrito por ela própria como “complicado”, a autora via-se fisicamente exausta e emocionalmente destruída. “Ao longo dos seis meses anteriores, havia perdido metade do meu dinheiro no divórcio, além da minha força e da minha paz”, escreve Abreu, que hoje atua também como lifestyle coach, estrategista digital e consultora empresarial.

Em meio a outros detalhes de sua própria história, a autora revela que havia chegado ao fundo do poço e agarrava-se apenas ao filho para manter a sanidade de que sua vida poderia melhorar. Foi nesse momento que percebeu algo simples, corriqueiro, e na maioria das vezes negligenciado por todos nós: o que, de fato, importa? “Naquele momento, percebi que o fundo do poço era libertador: desde que eu e meu filho estivéssemos bem, com saúde e juntos, eu ficaria feliz. E isso era razoavelmente simples de manter.

Com essa visão do que era de fato essencial para mim, veio também uma revelação inesperada: todo o resto começou a me parecer supérfluo, dispensável. Voltei para casa com uma sensação incômoda de que a vida era mais do que apenas ficar sentada em um escritório o dia inteiro e assistir os dias passarem por mim. Tinha que existir algo maior!”, afirma. Ao longo do livro, Abreu segue abordando princípios e temas que, de fato, fazem o leitor refletir. Não se trata de um livro pesado, denso.

Ao contrário, é um livro indicado justamente para aqueles momentos em que sente sua cabeça prestes a estourar. A autora escreve, por exemplo, a respeito do propósito de vida e o quão importante é saber de maneira clara os valores que lhe movem no mundo. Um dos principais méritos da escritora é tratar o tema de forma clara, empírica, evitando abstrações muitas vezes vistas em obras de autoajuda.

Além disso, por meio de um texto leve e enxuto, Abreu consegue atingir um público variado, composto por homens e mulheres em uma faixa etária que vai dos 20 aos 60 anos. Afinal, existe hora certa pra mudar o rumo? Além disso, há outro elogio a ser feito ao trabalho de Abreu no livro. Graças à maturidade com que trata a questão dos sonhos e valores sustentados pelo ser humano, a autora identifica em sua obra os principais empecilhos responsáveis pelo fracasso de cada um no momento da mudança.

Aborda também os discursos (e as desculpas) mais comuns utilizadas pelas pessoas que simplesmente, na maioria dos casos, temem mudar. Dessa forma, a autora dedica capítulos para falar sobre aspectos como medo, procrastinação, falta de dinheiro e de tempo, além das críticas que serão recebidas de terceiros. Tudo isso colabora para que, ao final do livro, não reste desculpas para que o autor passe a priorizar sua vida. Abreu não é simplista e propõe soluções que podem sim ser adotadas.

Trata-se de uma qualidade intrínseca a muitas obras da literatura, seja de autoajuda ou de ficção: mudar a vida do próprio leitor, em um processo em que ele mesmo será o protagonista. Você usará a desculpa de que não tem tempo para ler este livro? Não se deixe enganar. A obra é curta, tem pouco mais de 100 páginas e os capítulos são curtos, de modo que você pode separar poucos minutos do seu dia para ler algo que invariavelmente lhe fará bem. De fato, não há desculpas.

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