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Revista Mercado Automotivo | Edição 263

Edição 263: Julho DE 2017
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Por Redação

Quem já está no mercado de trabalho há algumas décadas certamente já se deparou com diferentes perfis profissionais entre seus subordinados e colegas de profissão. Ultimamente, muito se tem falado sobre a chamada Geração Z, que representa aqueles nascidos entre os anos de 1990 e 1999.

Ou seja, pessoas que estão ingressando no mercado de trabalhado após deixarem a universidade ou até mesmo a escola. Os desafios são grandes, especialmente para aqueles que precisam liderar esse corpo de trabalho tão distinto.

Pensando nisso, a Editora Sextante traz às livrarias brasileiras o livro O Que Todo Jovem Talento Precisa Aprender (R$ 40, 288 páginas). Escrito pelo consultor e palestrante Bruce Tulgan, a obra busca apontar conceitos e ideias essencialmente importantes não apenas para os jovens da Geração Z, mas também para todos aqueles que lidam com esses profissionais. O objetivo é identificar, a partir do livro, as principais habilidades e fraquezas da Geração Z, de modo a extrair desses profissionais o que de melhor eles podem oferecer.

Bruce Tulgan é atualmente consultor de líderes empresariais. Fundador da empresa de treinamento e gerenciamento Rainmaker Thinking, Inc, Tulgan escreveu artigos sobre o assunto para inúmeras publicações como The New York Times, USA Today, Harvard Business Review e Human Resources.

Ao analisar a chamada Geração Z, Tulgan observou que esses profissionais têm muito a oferecer ao mercado com sua chegada. São novas competências técnicas, ideias, perspectivas e energias integradas ao mercado de trabalho. No entanto, foi possível observar também a falta de determinadas habilidades interpessoais em profissionais desse grupo.

Essas habilidades são chamadas de soft skills, algo como o conjunto adequado de características pessoais e comportamentos de um indivíduo nas interações com os outros.

Para o autor, é justamente essa lacuna que tem limitado o desenvolvimento da Geração Z e “enlouquecido” os profissionais mais velhos e mais experientes.

“Em nossa pesquisa com gestores, quase todos nos contam uma versão do que certa vez ouvi de um gerente de meia-idade, funcionário de uma empresa farmacêutica: ‘Quando eu era jovem e inexperiente, posso ter sido ingênuo ou imaturo, mas sabia que deveria usar gravata, fazer contato visual, dizer ‘por favor’, ‘obrigado’, ‘sim, senhor’ e ‘sim, senhora’.

Também sabia quando era hora de ficar calado, manter a cabeça baixa e trabalhar duro sem que precisassem me mandar fazer isso a todo momento’”, cita o autor em seu livro.

De acordo com Tulgan, desde que começou a acompanhar e registrar as queixas mais frequentes envolvendo a Geração Z, as habilidades interpessoais dos funcionários começaram a aparecer com maior frequência e de modo mais sistemático nas reclamações.

As principais queixas dos gestores eram de que os jovens da Geração Z são pouco profissionais, não assumem responsabilidade nem prestam contas de nada do que fazem, não têm uma boa postura no trabalho, não sabem lidar com outras pessoas, não têm pensamento crítico, têm problemas para se submeter às autoridades, não se sacrificam pelo bem maior e não sabem pensar, aprender e se comunicar sem ter de consultar algum dispositivo eletrônico.

Tais reclamações aos poucos vão minando a estrutura construída pela Geração Z. Ainda que sejam bem qualificados e tenham uma inteligência diversificada e globalizada, há sensível dificuldade no relacionamento com outros colegas de trabalho, com clientes e com a chefia direta.

“Existe uma lacuna cada vez maior entre as expectativas dos empregadores e a realidade de como os novos talentos do mercado se apresentam no local de trabalho. Muitas vezes esses novos astros possuem as mais recentes e melhores competências e os métodos mais eficazes. Diversos deles parecem ter desenvolvido quase “superpoderes” em suas áreas de interesse. Costumam saber tudo das últimas novidades.

No entanto, cada vez mais faltam a eles os velhos fundamentos, as habilidades interpessoais, não técnicas”, explica o autor.

Um dos objetivos do especialista com o livro é mostrar aos gestores e executivos que a falta de habilidades interpessoais da Geração Z pode ser corrigida no ambiente de trabalho. Eles já deveriam chegar ao mercado de trabalho com estas competências a partir da família e da universidade? Provavelmente sim. Mas este não é o cenário atual e, sejamos sinceros, não deve mudar tão cedo. Portanto, para evitar problemas mais sérios no ambiente de trabalho, o ideal é atuar junto a estes jovens de modo a condicioná-los nas fraquezas exibidas por Tulgan em seu livro.

“Costumo dizer a meus clientes que, se você está contratando jovens hoje em dia, a falta de habilidades interpessoais que eles apresentam é problema seu, sim. Mas também há uma boa notícia: você pode preencher essa lacuna; isso lhe proporcionará uma enorme vantagem estratégica na hora de contratar os novos talentos mais promissores, ambientá-los rapidamente, melhorar o próprio desempenho, aprimorar os relacionamentos e diminuir as taxas de rotatividade”, complementa.

O livro cumpre seu papel em mostrar estratégias de aprimoramento e de entendimento da Geração Z. Além disso, o autor busca trazer seus conceitos de forma didática, atraindo a atenção tanto de gestores e executivos, como de membros da própria Geração Z, já cientes de suas dificuldades no relacionamento interpessoal.

A leitura é recomendada especialmente para aqueles que têm visto a necessidade de preparar membros da Geração Z para assumir cargos de chefia em um futuro próximo. Se os jovens já apresentam problemas em um cenário de menor responsabilidade e demandas, tais dificuldades só aumentarão em caso de promoção e evolução natural da carreira. Para Tulgan, a partir do que é exposto no livro, será possível descobrir várias maneiras de ajudar a Geração Z a desenvolver um quesito de cada vez, tornando estes profissionais em funcionários, colegas e futuros líderes muito mais eficazes e bem-sucedidos.

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